sábado, 17 de abril de 2010

VISITA TÉCNICA A ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO - INHUMAS - GOIÁS

Alunos do Colégio Estadual Manoel Vilaverde fazem visita à Estação de Tratamento de Esgotos da SANEAGO – Inhumas - Goiás

Atividade contou com 27 estudantes da Disciplina Optativa de Biologia Ambiental
A Estação Experimental de Tratamento de Esgotos de Inhumas recebeu no dia 26 de março de 2010 a visita técnica de 27 alunos do Colégio Estadual Manoel Vilaverde. A atividade é parte integrante da disciplina “Biologia Ambiental: sensoriamento remoto e Biogeoprocessamento”.
“A visita técnica é uma atividade que contribui de maneira significativa para formação acadêmica do aluno uma vez que se tem a oportunidade de vivenciar o conteúdo desenvolvido nas aulas e aproximar os alunos das áreas de atuação de um Tecnólogo em Gestão Ambiental”, explica Cibele Pimenta Tiradentes, professora que ministra a disciplina "Biologia Ambiental: sensoriamento remoto e Biogeoprocessamento", no curso de Ensino Médio, e que acompanhou os alunos na atividade.
Na visita, os alunos tiveram oportunidade de conhecer o ciclo do saneamento, com informações sobre o sistema de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgotos de responsabilidade da Saneago e os níveis de tratamento de esgotos e unidades existentes na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). Em campo, os estudantes do Colégio Estadual Manoel Vilaverde puderam observar o tratamento de esgotos sanitários, por meio de um único sistema de tratamento que opera o por lodos ativados. Além disso, observaram a desinfecção e filtração dos efluentes.

CIBELE PIMENTA TIRADENTES
PROFESSORA

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

SENSORIAMENTO REMOTP APLICADO AO ESTUDO DE BIOLOGIA

Tecnologias Avançadas de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto para apoio a desenvolvimento e utilização sustentadas da Amazônia


O projeto Tecnologias Avançadas de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto para Apoio ao Desenvolvimento e Utilização Sustentadas da Amazônia foi proposto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) ao MMA/ PPG-7 por ocasião do lançamento do 1° Edital/1995, aprovado em 1996, sendo que sua execução deveria ser realizada em dois anos. Em julho de 1996 foi firmado um contrato entre a FINEP e a FUNCATE e após serem solucionados os entraves administrativos formalizou-se a sistemática de contratação entre a FUNCATE/FINEP/Banco Mundial em julho 1997, dando início ao processo de compra de equipamentos em outubro de 1997, os quais foram recebidos em março de 1998.
O projeto contemplou dois objetivos. Inicialmente, em sua primeira fase, teve por objetivo desenvolver, avaliar e implantar metodologias e técnicas inovadoras de geoprocessamento e processamento de imagens digitais visando apoiar o desenvolvimento sustentável na Amazônia. A segunda fase, complementando a primeira, teve por objetivo disponibilizar estas tecnologias para instituições da região, apoiando a formação de recursos humanos e a implantação de infra-estrutura mínima que permitisse aplicá-las em estudos sócio- ambientais e no monitoramento dos recursos naturais.
Para tanto, foram estabelecidas e cumpridas as seguintes metas:
•Desenvolvimento de técnicas de análise integrada da paisagem, a partir de classificação contínua baseada em modelos lineares e não-lineares;
•Desenvolvimento de técnicas automatizadas de classificação de imagens para monitoramento florestal;
•Desenvolvimento de técnicas de processamento e classificação de imagens de radar para monitoramento florestal;
•Desenvolvimento de tecnologias para acesso a banco de bancos de dados geográficos para região amazônica;
•Programa de trabalho conjunto entre instituições para treinamento de recursos humanos, implantação e avaliação das tecnologias desenvolvidas nos estados da Amazônia.


PARA LER O TEXTO COMPLETO E VISUALIZAR AS IMAGENS VÁ AO SITE:

http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ci000012.pdf

terça-feira, 14 de abril de 2009

DNA E RNA

Ácidos Nucléicos

Conceitos Gerais São as moléculas com a função de armazenamento e expressão da informação genética Existem basicamente 2 tipos de ácidos nucléicos: • O Ácido Desoxirribonucléico - DNA • O Ácido Ribonucléico - RNA
Os ácidos nucléicos são macromoléculas formadas pela ligação tipo fosfodiéster entre 5 nucleotídeos diferentes, suas unidades fundamentais.

Os Nucleotídeos São as unidades fundamentais dos ácidos nucléicos Ligam-se uns aos outros através de ligações fosfodiéster, formando cadeias muito longas com milhões de resíduos de comprimento Além de participarem da estrutura dos ácidos nucléicos, os nucleotídeos atuam também como componentes na estrutura de coenzimas importantes no metabolismo oxidativo da célula, e como forma de energia química - ATP, por exemplo. Atuam ainda como ativadores e inibidores importantes em várias vias do metabolismo intermediário da célula

Estrutura dos Nucleotídeos Os nucleotídeos são moléculas formadas por: • Uma pentose • Uma base nitrogenada • Um ou mais radicais fosfato As Bases Nitrogenadas Pertencem a 2 famílias e compostos, e são 5 no total: • Bases Púricas, ou Purinas: Adenina e Guanina • Bases Pirimídicas, ou Pirimidinas: Citosina, Timina Uracila
Tanto o DNA como o RNA possuem as mesmas bases púricas, e a citosina como base pirimídica A timina existe apenas no DNA, e no RNA, é substituída pela uracila - que possui um grupo metil a menos. Em alguns tipos de DNA virais e no RNA de transferência podem aparecer bases incomuns
As Pentoses A adição de uma pentose a uma base nitrogenada produz um nucleosídeo Os nucleosídeos de A, C, G, T e U são denominados, respectivamente, Adenosina, Citosina, Guanosina, Timidina e Uridina Se o açúcar em questão é a RIBOSE, temos um ribonucleosídeo, característico do RNA Se o açúcar é a desoxirribose - 1 hidroxila a menos em C2 - temos um desoxirribonucleosídeo, característico do DNA. A ligação com a base nitrogenada ocorre sempre através da hidroxila do carbono anomérico da pentose.
O Fosfato A adição de um ou mais radicais fosfato à pentose, através de ligação tipo éster com a hidroxila do carbono 5 da mesma, dá origem aos Nucleotídeos. Os grupos fosfato são responsáveis pelas cargas negativas dos nucleotídeos e dos ácidos nucléicos A adição do segundo ou terceiro grupo fosfato ocorre em seqüência, dando origem aos nucleotídeos di e trifosfatados

O DNA Está presente no núcleo das células eucarióticas, nas mitocôndrias e nos cloroplastos, e no citosol das células procarióticas Nas células germinativas e no ovo fertilizado, dirige todo o desenvolvimento do organismo, a partir da informação contida em sua estrutura É duplicado cada vez que a célula somática se divide
Estrutura do DNA O DNA é um polidesoxirribonucleotídeo formado por milhares de nucleotídeos ligados entre si através de ligações 3’, 5’-fosfodiéster Sua molécula é formada por uma fita dupla antiparalela, enrolada sobre si mesma formando uma dupla hélice
A Ligação Fosfodiéster Ocorre entre o fosfato do carbono 5 da pentose de um nucleotídeo e a hidroxila do carbono 3 da pentose do nucleotídeo seguinte A cadeia resultante é bastante polar, e possui: • Uma extremidade 5’ --> Fosfato de carbono 5 da pentose livre • Uma extremidade 3’ --> Hidroxila de carbono 3 da pentose livre
Por convenção, as bases de uma seqüência são sempre descritas da extremidade 5’ para a extremidade 3’ As ligações fosfodiéster podem ser quebradas enzimaticamente por enzimas chamadas NUCLEASES, que se dividem em: • Endonucleases --> Quebram ligações no meio da molécula; • Exonucleases --> Quebram ligações nas extremidades da molécula

A Dupla Hélice
Na dupla hélice do DNA, descrita pela primeira vez por Watson e Crick, as cadeias da molécula se dobram em torno de um eixo comum e de modo antiparalelo - a extremidade 5’ de uma cadeia é pareado com a extremidade 3’ da outra cadeia. No tipo mais comum de hélice - "B" - o esqueleto hidrofílico de fosfatos e pentoses fica na parte externa, enquanto que as bases hidrofóbicas, fixadas à este esqueleto, ficam no lado de dentro da estrutura. A estrutura lembra uma "escada em caracol"
Há um PAREAMENTO DE BASES entre as fitas da molécula do DNA. Assim, temos sempre pareadas: • Adenina com Timina --> A-T • Citosina com Guanina --> C-G
As bases se mantém pareadas por pontes de hidrogênio, 2 entre "A" e "T" e 3 entre "C" e "G". As fitas do DNA podem ser separadas sob certas condições experimentais, sem rompimento das ligações fosfodiéster, e a dupla hélice pode ser desnaturada em um processo controlado e dependente de temperatura. Existem 3 formas estruturais de DNA: • A forma "B" --> descrita por Watson e Crick em 1953 e já citada acima, é a forma mais comum; a hélice é voltada para a direita e com 10 resíduos por volta, com planos de bases perpendiculares ao eixo helical • A forma "A" --> Obtida pela desidratação moderada da forma "B", também é voltada para a direita, mas possui 11 resíduos por volta e as bases estão em um ângulo de 20 graus em relação ao eixo helical • A forma "Z" --> A hélice nesta forma é voltada para a esquerda e contém cerca de 12 resíduos por volta
A transição entre as formas de DNA pode desempenhar um papel importante na regulação da expressão genética.

O RNA
Atua como uma espécie de "cópia de trabalho", criada a partir do molde de DNA e utilizada na expressão da informação genética. A síntese de uma molécula de RNA a partir de um molde de DNA chama-se "TRANSCRIÇÃO" Nesta transcrição, modificações podem ocorrer sobre a molécula de RNA transcrita, convertendo-a de uma cópia fiel em uma cópia funcional do DNA.
Estrutura do RNA Em relação ao DNA, 4 diferenças são importantes: O RNA possui uracila no lugar da timina na seqüência de bases.
A pentose do RNA é a ribose O RNA é formado por uma fita única, com eventual pareamento de bases intracadeia. A molécula do RNA é muito menor que a do DNA.
Existem 3 tipos de RNA, cada um com características estruturais e funcionais próprias:
RNA Ribossômico Ou RNAr; É encontrado, em associação com várias proteínas diferentes, na estrutura dos ribossomos, as organelas responsáveis pela síntese protéica Corresponde a até 80% do total de RNA da célula
RNA de Transferência Ou RNA Transportador, ou ainda RNAt; É a menor molécula dos 3 tipos de RNA; Está ligado de forma específica a cada um dos 20 aminoácidos encontrados nas proteínas Corresponde a 15% do RNA total da célula Fazem extenso pareamento de bases intracadeia, e atua no posicionamento dos aminoácidos na seqüência prevista pelo código genético, no momento da síntese protéica
RNA Mensageiro Corresponde a apenas 5% do total de RNA da célula Atua transportando a informação genética do núcleo da célula eucariótica ao citosol, onde ocorrerá a biossíntese protéica É utilizado como molde nesta biossíntese.

Organização do Material Genético Eucariótico
O DNA total de uma célula mede em média 1 metro de comprimento!! Para que volume tão grande de material genético caiba dentro do núcleo da célula, o DNA interage com um grande número de proteínas Estas proteínas exercem funções importantes na organização e mobilização deste material genético

As Histonas
As histonas são pequenas proteínas básicas, ricas em lisina e arginina, e carregadas positivamente em pH fisiológico, às quais se associa a molécula do DNA Suas cargas positivas, em associação com o cátion Mg++, facilitam esta ligação com o esqueleto negativo do DNA e estabilizam o conjunto. Existem 5 classes de histonas: H1, H2, H2B, H3 e H4.

Os Nucleossomos
São considerados as unidades estruturais dos cromossomos São formados por 8 moléculas de histonas: 2 H2, 2 H2B, 2 H3 e 2 H4, formando um octâmero regular sobre o qual se enrola a fita dupla do DNA, a quase 2 voltas por nucleossomo Os nucleossomos são ligados entre si por segmentos de DNA "ligante" de aproximadamente 50 nucleotídeos de comprimento, formando os polinucleossomos, ou nucleofilamentos. Após vários níveis de organização espacial, ancorados por vários tipos de proteínas, chegamos à estrutura final dos cromossomos. A histona H1 não participa da estrutura dos nucleossomos, mas sim liga-se ao DNA "ligante" e participa do processo de compactação das estruturas.

REFERENCIA: http://www.vestibular1.com.br/revisao/acidos_nucleicos.doc

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

VÍRUS, VIRÓIDES, VIRUSÓIDES E PRÍONS

VÍRUS, VIRÓIDES, VIRUSÓIDES E PRÍONS

CARACTERÍSTICAS GERAIS

Vírus é uma palavra de origem latina que significa veneno. É utilizada para se referir a um grupo de agentes infecciosos microscópicos, com tamanho entre 20 e 300 nm, constituídos basicamente por ácidos nucléicos recobertos por uma capa protéica (podendo haver também, um envoltório membranoso, originário da célula alvo onde foi produzido).

A capa protéica que recobre o material genético é chamada CAPSÍDIO. Ao conjunto material genético mais capsídio, dá-se o nome NUCLEOCAPSÍDIO. No que diz respeito ao seu material genético, o vírus pode ser de RNA OU DNA (nunca ambos), de cadeia simples ou dupla (sendo que os RNAs de cadeia simples podem funcionar como mRNA ou não, e são respectivamente denominados de RNA de cadeia positiva e de cadeia negativa).

Os vírus não apresentam organização celular, ou seja, são ACELULARES. Em decorrência disso, não apresentam metabolismo próprio e são considerados sistemas moleculares replicativos NÃO VIVOS, e PARASITAS INTRACELULARES OBRIGATÓRIOS (pois dependem da maquinaria de replicação da célula que infectam para poderem ser produzidos). Existem vírus capazes de infectar organismos de todos os reinos de seres vivos, das bactérias aos animais e plantas.

Uma boa analogia para se referir aos vírus e às células que eles infectam seria compará-los com um cd-rom e um computador. O cd-rom, assim como um vírus, contém informações, um jogo, por exemplo, mas para que essas informações sejam lidas e executadas, é necessário o hardware e software celulares, neste caso, do computador, fazendo o papel de célula.

Para que haja a produção e montagem de novas partículas virais, a REPLICAÇÃO VIRAL, o vírus deve invadir uma célula alvo, processo denominado INFECÇÃO. A replicação como um todo, normalmente se dá da seguinte forma:

ADESÃO: É o processo pelo qual o vírus se liga à célula alvo que irá infectar. Na superfície da célula alvo existem proteínas chamadas RECEPTORES, que se ligam a proteínas presentes na superfície do vírus (que podem ser chamadas antireceptores ou ligantes).
PENETRAÇÃO: É a internalização da partícula viral e/ou do material genético viral pela célula alvo.
BIOSSÍNTESE: A partir dos ácidos nucléicos virais, inicia-se a síntese de mais ácidos nucléicos e proteínas virais. Os genes dos vírus também atuam no sentido de alterar todo o metabolismo e recursos celulares em direção à biossíntese dos novos vírus.
MONTAGEM: É a montagem de novas partículas virais a partir dos componentes sintetizados pela célula alvo. Pode haver a produção e montagem de centenas de novos vírus.
LIBERAÇÃO: Os vírus já montados são liberados pela célula. Pode ocorrer por exocitose ou pela lise celular.

Dá-se o nome de VÍRIONS às partículas virais capazes de infectar uma célula alvo e direcioná-la a produzir novos vírus (basicamente, é o vírus completo).

No caso de alguns vírus, como os que infectam as bactérias (BACTERIÓFAGOS), pode acontecer de o material genético viral incorporar-se ao genoma da célula alvo e permanecer em estado latente. Neste caso, ele passa a ser chamado PROVÍRUS. No caso dos bacteriófagos, seu ciclo de replicação pode seguir dois caminhos:

O CICLO LÍTICO: Neste caso, não ocorre a integração do material genético do vírus no genoma da bactéria, há a produção e montagem de novas partículas virais, que vão promover a lise da bactéria, quando da liberação dos vírus.
O CICLO LISOGÊNICO: Neste caso, o material genético do vírus é integrado ao genoma da bactéria, e lá permanece latente, até o momento em que é liberado do genoma bacteriano, e então inicia um ciclo lítico.

DOENÇAS VIRAIS

Os vírus causam doenças, pois para a célula alvo, o resultado da infecção geralmente é a morte, podendo ser causada pela própria ação viral, como no momento da fase de liberação (lise), ou o reconhecimento e destruição pelo sistema imunológico. Se um tecido ou órgão perde suas células, perde sua função. Além desse mecanismo, os vírus também podem originar cânceres, pois como vimos, são capazes de integrar seu material genético no genoma da célula alvo transformando-a em uma célula tumoral.

A transmissão de doenças virais pode se dar de diversas formas:

Através de secreções. Ex: Saliva, vírus da raiva (Lyssavirus).
Através de fluídos corporais, como o esperma e o sangue. Ex: HIV (o vírus da AIDS).
Através de gotículas em suspensão no ar. Ex: Gripe (Influenzavirus) e Hantavírus.
Através de vetores animais, como os arbovírus (arthropod borne vírus – Vírus “originados” de artrópodes). Ex: Vírus da febre amarela e da dengue (Flavivirus, vetor: Aedes aegypti).
Através do toque! Ex: Vírus da Herpes simples labial (HSV-1).

Alguns vírus têm a capacidade de infectar tanto as células humanas quanto as de outros animais. Sendo assim, pode-se adquirir doenças virais caso se tenha contato com animais contaminados. Estas doenças são chamadas de ZOONOSES VIRAIS. Como exemplos têm-se o vírus da raiva, que pode ser transmitido pela saliva de cães e morcegos infectados.

Chamam-se RESERVATÓRIOS NATURAIS, os animais (e até mesmo nossa própria espécie) portadores dos vírus, que podem ou não apresentar as doenças. Por exemplo, os cães são reservatórios naturais do vírus da raiva. De forma geral, a destruição de ambientes naturais e a expansão populacional humana, fatores causadores de desequilíbrios ecológicos acabam por promover a exposição da espécie humana a novos tipos de vírus “armazenados” em espécies consideradas como reservatórios naturais, as quais nós normalmente não tínhamos contato.

De forma geral, as melhores formas de se lidar com as doenças virais são:

Prevenção (não ser infectado pelo vírus). Como por exemplo, evitar o contato com animais considerados reservatórios naturais do vírus, ou contato sexual desprotegido com doentes de AIDS.
Vacinação (para que, caso seja infectado pelo vírus, não desenvolva a doença).
Tratamento com drogas antivirais (no caso de ter sido infectado e apresentar os sintomas da doença). Estas drogas objetivam impedir etapas específicas do ciclo de replicação dos vírus. (Não é possível tratar as viroses com o uso de antibióticos, visto que não possuem organização celular!)

HIV E AIDS

O HIV, vírus da imunodeficiência humana, é o agente causador da AIDS, síndrome da imunodeficiência adquirida, doença que aflige cerca de 433 mil indivíduos no Brasil, e aproximadamente 40 milhões de pessoas no mundo. O vírus é transmitido a partir de fluidos corporais contaminados, como o sangue e o esperma, e sua célula alvo principal são os linfócitos T CD4+ (ou T helpers, ou T auxiliares), células responsáveis por organizar a resposta imune do organismo. A imunodeficiência é resultante da destruição e/ou da parada do funcionamento adequado dessas células, então o organismo não consegue mais combater agentes que normalmente não seriam capazes de causar doenças, os chamados, neste caso, AGENTES OPORTUNISTAS.

O vírion apresenta um envelope membranoso envolvendo o capsídio, que por sua vez envolve duas moléculas de RNA de cadeia simples e duas enzimas responsáveis por processos importantes durante o ciclo de replicação viral:

TRANSCRIPTASE REVERSA: Enzima que catalisa a síntese de DNA a partir do RNA viral (sintetiza uma cadeia simples, ao mesmo tempo em que degrada o RNA viral, e depois produz uma cadeia de DNA complementar à que já havia sido sintetizada).
O fato de apresentar uma etapa de transcrição reversa em seu ciclo de replicação caracteriza o HIV como um RETROVÍRUS.
INTEGRASE: Catalisa a reação de integração do DNA produzido a partir do RNA viral no genoma da célula hospedeira.

Basicamente, o ciclo de replicação se dá da seguinte forma:

Adesão do HIV ao linfócito T CD4+. CD4 é o nome do receptor do linfócito, a proteína de superfície do HIV chama-se gp120.
Fusão do envelope viral à membrana celular.
Penetração do capsídio no citoplasma, onde é desintegrado e libera os RNA virais e as enzimas transcriptase reversa e integrase.
Síntese de DNA viral por transcrição reversa. O DNA viral e a integrase penetram no núcleo da célula, e lá o DNA viral é integrado ao genoma da célula.
Biossíntese de RNA viral via transcrição, e de proteínas virais.
Montagem dos nucleocapsídios contendo as enzimas transcriptase reversa e integrase.
Liberação das partículas virais via brotamento a partir da membrana plasmática.

Em geral, os sintomas da infecção pelo HIV são a imunodeficiência (caracterizada pelas infecções oportunistas), febre, sudorese noturna, perda de apetite, perda de peso, cansaço e diarréia.

A AIDS é o estágio mais avançado da infecção pelo HIV, em que o número de linfócitos T CD4+ cai para 200 por mm3 de sangue. A infecção é caracterizada por três fases, e pode durar vários anos:

Fase aguda assintomática: É o início. Os números de linfócitos T CD4+ no sangue estão elevados, e o número de vírus aumenta e decresce rápida e bruscamente. Decresce pois os vírus estão em estado latente.
Fase crônica assintomática: O número de linfócitos T CD4+ decresce ao longo dos anos, ao passo que o número de vírus aumenta. Esta é a fase mais longa.
Fase aguda sintomática: É a AIDS propriamente dita. O número de partículas virais no sangue está bastante elevado, enquanto o número de linfócitos T CD4+ cai para 200 por mm3 de sangue.

A AIDS é uma doença ainda sem cura, e uma das principais causas disso é o fato de que o vírus HIV apresenta muita variabilidade, pois sofre muitas mutações em seu material genético. A prevenção se dá principalmente com o uso de preservativos durante as relações sexuais, ou abster se de manter relações sexuais. Além disso, é importante testar adequadamente o sangue utilizado nas transfusões. O tratamento pode ser feito com o uso de drogas antivirais (como por exemplo, inibidores da transcriptase reversa, como o AZT – zidovudine), que no caso da AIDS, infelizmente, devido ao uso repetitivo, tendem a selecionar as formas resistentes do vírus. Sendo assim, a melhor opção é o uso de um COQUETEL DE DROGAS ANTIVIRAIS. Todavia, também se sabe que o uso dos coquetéis pode promover o surgimento de efeitos colaterais, como náuseas, inflamações e diminuição dos números de eritrócitos e leucocitos do sangue.


OUTROS PARASITAS ACELULARES


VIRÓIDES: Moléculas de RNA fita simples e circulares que infectam células de plantas. Não produzem proteínas.

VIRUSÓIDES: Praticamente iguais aos viróides, exceto pelo fato de que só se multiplicam se a célula estiver sendo infectada simultaneamente por determinados tipos de vírus.

PRÍONS: Proteinaceous Infectious Particles – Partículas protéicas infecciosas. Proteína outrora normal que sofreu uma mutação e tornou-se um príon, capaz de transformar outras proteínas, as correspondentes normais dela, em príons. O problema com os príons é que estas proteínas não sofrem digestão no aparelho digestório, e penetram intactos na circulação sangüínea. A partir daí começam a se acumular nos neurônios, transformando proteínas normais em príons e causando a morte destas células. Os príons são os responsáveis pelas doenças chamadas encefalopatias espongiformes, dentre as quais, a mais comum é a doença da vaca louca. Portanto, não coma vacas loucas.

Exame a fresco

O exame a fresco é um método muito simples, consistindo na observação ao microscópio de células, pequenos organismos vivos ou fragmentos de tecidos vivos, num meio líquido o mais próximo possível do meio natural desses organismos.
A finalidade desse método é permitir a observação de estruturas “in vivo”, de modo a poder observar manifestações funcionais, como a ciclose, reações de estímulos, etc., além de ser importante na contraprova de outros métodos de estudo de estrutura celular que utilizem o estudo de células mortas.
Para que a célula sobreviva o maior tempo possível, é necessário o uso de líquidos chamados conservadores fisiológicos, os quais são soluções que proporcionam às células que estão sendo observadas, condições as mais aproximadas possíveis do seu ambiente natural. Isso possibilita um exame mais prolongado.
Podemos classificar os líquidos conservadores em naturais e artificiais:
Líquidos naturais: água doce (organismos aquáticos), água do mar (organismos marinhos), humor aquoso (do globo ocular de bovino), soro sangüíneo (técnicas de cultura de tecido), líquido amniótico, líquido ascítico (obtido de processos patológicos), etc.
Líquidos artificiais: soro fisiológico (0,9% NaCl para mamíferos), líquido de Ringer (NaCl, KCl, cloreto de cálcio, bicarbonato de cálcio), líquido de Knop (para órgãos e tecidos vegetais), etc.
A grande vantagem desse método é não produzir modificações nem na forma nem na função do objeto examinado, servindo portanto de contraprova para outros métodos. Outra vantagem é sua rapidez.
O emprego do exame a fresco está restrito dentro de certos limites: só se aplica a objetos finos e transparentes, não permite observações prolongadas e mostra apenas uma pequena parte dos detalhes das estruturas. É, portanto, relativamente grosseiro e leva eventualmente à morte celular.
O exame a fresco pode ser feito entre lâmina e lamínula, utilizando-se líquidos fisiológicos. O condensador deve ser abaixado nos microscópios comuns ou a observação deve ser feita em fase. Se for necessário, para evitar o esmagamento (por exemplo para visualizar o movimento de protozoários), deve-se suspender a lamínula entre quatro pilares de cera, ou utilizar o método da gota pendente, que tem a vantagem de criar uma micro-câmara úmida para observações prolongadas. Consiste na utilização de uma lâmina escavada, com uma lamínula contendo uma pequena gota de material nessa região. A gota deve ficar suspensa. A câmara assim construída deve ser vedada com parafina.

Coloração vital

O método da coloração vital constitui um procedimento intermediário entre a observação a fresco e a observação após a fixação. Constitui-se o uso de corantes não tóxicos que permitem que a células continuem vivas, embora penetrem facilmente no organismo.

Corantes vitais: azul de metileno
vermelho neutro
verde Janus (cora mitocôndria)
carmim Lítico.

Esses corantes se empregam em grandes diluições, de 1:500 até 1:100.000, variando a diluição para cada corante e cada uso. Por exemplo, se for injetado, ou se, simplesmente, o organismo for mergulhado no corante.
Esses corantes não reagem termicamente com nenhuma estrutura celular. A coloração vital se processa apenas por atração eletrostática entre o corante e a estrutura. Uma grande vantagem é ser possível demonstrar a existência real dos diversos elementos morfológicos revelados pelos materiais fixados. É uma técnica limitada, pelo pouco detalhe de estrutura que fornece.

Instrumentação em Citologia: Uso do Microscópio


Fundamentos Teóricos

A célula, como objetivo de estudo da citologia, pode ser estudada sob diversos aspectos: podemos conhecer sua forma e a de seus constituintes, a natureza química desses constituintes e seu modo de funcionamento. Ou seja, realizar investigações morfológicas, químicas, bioquímicas e fisiológicas, e a cada uma correspondem métodos de estudo particulares. Essa disciplina introduzirá o aluno nos diversos tipos de abordagem normalmente utilizados no estudo da célula.
De uma forma geral, um estudo detalhado da célula e de seus constituintes com a vista desarmada é virtualmente impossível, devido às suas pequenas dimensões. Para se ter uma idéia, as dimensões mais comumente observadas entre as células de animais e vegetais superiores situam-se na faixa de 10 a 20 mm (1 mm = 10-3 mm; 1 nm = 10-6 mm e 1 å = 10-1 nm). Por isso, o citologista é obrigado a se utilizar de instrumentos de aumento para a observação conveniente da célula.
Os estudos morfológicos ou morfo-fisiológicos da célula começam normalmente com o emprego do microscópio ótico, mais comumente denominado de microscópio fotônico (por se utilizar da luz como fonte de formação de imagens) ou microscópio composto (por ser constituído por dois sistemas de lentes sobrepostas: a objetiva e a ocular). Este instrumento pode ser considerado como a ferramenta básica e indispensável de todo citologista.
A observação da célula ao microscópio ótico é feita por luz transmitida, que exige que o objeto a ser estudado responda a certas condições. Para que a luz possa atravessá-lo, o objeto deve ser suficientemente fino. Como raramente uma célula apresenta uma espessura na ordem necessária (5 mm), torna-se necessário fazer fatias ou cortes da célula para atingir a espessura desejada.
Além da espessura, a observação da célula por luz transmitida requer que certas regiões do objeto absorvam mais luz do que outras, ou seja, que esse objeto apresente contrastes. Como os constituintes celulares têm pouco contraste, é necessário se utilizar de colorações artificiais, usando-se corantes. Os corantes são substâncias que absorvem certos comprimentos de onda da luz visível e têm afinidade por determinados constituintes celulares. Outra maneira possível de se criar contrastes artificialmente é utilizar certas montagens óticas especiais que ampliam as diferenças de contraste existentes nas diversas regiões da célula: microscópio de fase, por exemplo.

O microscópio de luz é composto fundamentalmente das seguintes partes:

Partes mecânicas

Pé: base do aparelho, suporta todas as outras partes.
Braço: preso ao pé, rígido ou articulado, suporta o canhão, a platina, o condensador e o espelho ou fonte luminosa.
Canhão: é o tubo onde se dispõem as partes óticas de ampliação, pode ser fixo ao braço ou possuir movimento vertical.
Revólver: é uma peça giratória onde se conectam as objetivas e que permite a instantânea mudança das mesmas.
Platina: é a mesa de trabalho, onde se coloca a preparação para exame, possui uma abertura central que dá passagem à luz proveniente da fonte, pode ser fixa ao braço, ou possuir movimento vertical.
Charriot: é um dispositivo preso à platina, dotado de movimento antero-posterior e lateral, destinado a movimentar a preparação.
Parafuso macrométrico: é um dispositivo destinado a dar grandes e rápidos deslocamentos verticais ao canhão ou à platina, serve para focalização grosseira.
Parafuso micrométrico: é um dispositivo destinado a dar pequenos e lentos deslocamentos ao canhão ou platina, serve para focalização fina.
Sistema de Iluminação

Espelho ou fonte de luz direta: preso à parte inferior do braço, refletindo ou projetando a luz para a parte inferior do condensador.
Diafragma ou íris: colocado sob o condensador, destinado a restringir o diâmetro de feixe luminoso.
Condensador: é um sistema ótico de refração, preso à parte inferior do braço sob a platina, podendo ou não possuir movimento vertical (e lateral para centralização), destinado a fazer convergir sobre a preparação a luz proveniente da fonte.

Sistema de ampliação

Objetiva
Ocular



Instrumentação em Citologia: Uso do Microscópio

Fundamentos Teóricos

A célula, como objetivo de estudo da citologia, pode ser estudada sob diversos aspectos: podemos conhecer sua forma e a de seus constituintes, a natureza química desses constituintes e seu modo de funcionamento. Ou seja, realizar investigações morfológicas, químicas, bioquímicas e fisiológicas, e a cada uma correspondem métodos de estudo particulares. Essa disciplina introduzirá o aluno nos diversos tipos de abordagem normalmente utilizados no estudo da célula.
De uma forma geral, um estudo detalhado da célula e de seus constituintes com a vista desarmada é virtualmente impossível, devido às suas pequenas dimensões. Para se ter uma idéia, as dimensões mais comumente observadas entre as células de animais e vegetais superiores situam-se na faixa de 10 a 20 mm (1 mm = 10-3 mm; 1 nm = 10-6 mm e 1 å = 10-1 nm). Por isso, o citologista é obrigado a se utilizar de instrumentos de aumento para a observação conveniente da célula.
Os estudos morfológicos ou morfo-fisiológicos da célula começam normalmente com o emprego do microscópio ótico, mais comumente denominado de microscópio fotônico (por se utilizar da luz como fonte de formação de imagens) ou microscópio composto (por ser constituído por dois sistemas de lentes sobrepostas: a objetiva e a ocular). Este instrumento pode ser considerado como a ferramenta básica e indispensável de todo citologista.
A observação da célula ao microscópio ótico é feita por luz transmitida, que exige que o objeto a ser estudado responda a certas condições. Para que a luz possa atravessá-lo, o objeto deve ser suficientemente fino. Como raramente uma célula apresenta uma espessura na ordem necessária (5 mm), torna-se necessário fazer fatias ou cortes da célula para atingir a espessura desejada.
Além da espessura, a observação da célula por luz transmitida requer que certas regiões do objeto absorvam mais luz do que outras, ou seja, que esse objeto apresente contrastes. Como os constituintes celulares têm pouco contraste, é necessário se utilizar de colorações artificiais, usando-se corantes. Os corantes são substâncias que absorvem certos comprimentos de onda da luz visível e têm afinidade por determinados constituintes celulares. Outra maneira possível de se criar contrastes artificialmente é utilizar certas montagens óticas especiais que ampliam as diferenças de contraste existentes nas diversas regiões da célula: microscópio de fase, por exemplo.

O microscópio de luz é composto fundamentalmente das seguintes partes:

Partes mecânicas

Pé: base do aparelho, suporta todas as outras partes.
Braço: preso ao pé, rígido ou articulado, suporta o canhão, a platina, o condensador e o espelho ou fonte luminosa.
Canhão: é o tubo onde se dispõem as partes óticas de ampliação, pode ser fixo ao braço ou possuir movimento vertical.
Revólver: é uma peça giratória onde se conectam as objetivas e que permite a instantânea mudança das mesmas.
Platina: é a mesa de trabalho, onde se coloca a preparação para exame, possui uma abertura central que dá passagem à luz proveniente da fonte, pode ser fixa ao braço, ou possuir movimento vertical.
Charriot: é um dispositivo preso à platina, dotado de movimento antero-posterior e lateral, destinado a movimentar a preparação.
Parafuso macrométrico: é um dispositivo destinado a dar grandes e rápidos deslocamentos verticais ao canhão ou à platina, serve para focalização grosseira.
Parafuso micrométrico: é um dispositivo destinado a dar pequenos e lentos deslocamentos ao canhão ou platina, serve para focalização fina.
Sistema de Iluminação

Espelho ou fonte de luz direta: preso à parte inferior do braço, refletindo ou projetando a luz para a parte inferior do condensador.
Diafragma ou íris: colocado sob o condensador, destinado a restringir o diâmetro de feixe luminoso.
Condensador: é um sistema ótico de refração, preso à parte inferior do braço sob a platina, podendo ou não possuir movimento vertical (e lateral para centralização), destinado a fazer convergir sobre a preparação a luz proveniente da fonte.

Sistema de ampliação

Objetiva
Ocular

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

BIODIVERSIDADE E CLASSIFICAÇÃO 2° ANO


A evolução do conceito de biodiversidade: Thomas Michael Lewinsohn
Medidas provisórias são fonte de biopolêmica: Ulisses Capozoli
A trajetória inacabada de uma regulamentação: Cristina Azevedo e Eurico Azevedo
O valor da biodiversidade: Paulo Coutinho
Preservação e bioprospecção: Mário Palma, Tetsuo Yamane e Antonio Camargo
Agricultura e Biodiversidade: João Paulo Teixeira
Microorganismos produzem plásticos biodegradáveis: Luziana da Silva, Maria Rodrigues
e José Gomez
O Biota Fapesp: Carlos Joly
Redes eletrônicas em biodiversidade: Dora Canhos, Sidnei de Souza e Vanderlei Canhos
Modelagem na definição de estratégias de conservação: Ricardo Pereira e A. Peterson
Poema
Bibliografia
Créditos

A evolução do conceito de biodiversidade
Thomas Michael Lewinsohn
Biodiversidade é hoje um dos termos científicos mais conhecidos e divulgados em todo o mundo. Em menos de 15 anos de existência, entrou no vocabulário de uso geral. Deveria, portanto, ser um conceito muito bem estabelecido e definido mas, pelo contrário, não é ainda bem compreendido por muitas pessoas, inclusive por cientistas. Neste texto, quero mostrar como surgiu este conceito e explorar um pouco seu significado.
Desde os primórdios da humanidadeA noção de variedade da vida é muito antiga. Filósofos e naturalistas gregos como Aristóteles, ou romanos como Plínio, listaram os tipos de organismos conhecidos em suas épocas e esboçaram esquemas para classificá-los. Estes trabalhos faziam parte da "Filosofia natural", no longo período em que as ciências naturais não se separavam claramente de outras formas do conhecimento.
Outras civilizações, como a chinesa e a maia, deram nomes aos diferentes organismos que conheciam e produziram esquemas de classificação. Na verdade, todas as culturas humanas, têm nomes e sistemas de classificação para os organismos vivos dos ambientes que habitam. Estas etnoclassificações produzidas por diferentes culturas e povos são uma parte essencial da etnociência e, hoje, têm atraído muito interesse pelo seu valor para apontar novas plantas medicinais e outras formas de bioprospecção.
Com o surgimento da ciência moderna na Europa, entre os séculos 16 e 17, a classificação de organismos vivos foi um tema de grande interesse para os cientistas que pesquisavam a História Natural (na qual se combinava o que hoje chamamos de Biologia com Geologia, entre outras áreas). Diversas teorias e novos estudos - por exemplo, a anatomia microscópica - permitiram o aperfeiçoamento de sistemas de classificação. Finalmente, no século 18, Lineu propôs um sistema de classificação que é uma das bases da classificação atual dos organismos.
Dois outros acontecimentos deram um grande impulso à atividade de reconhecer e classificar a variedade de seres vivos. Em primeiro lugar, a descoberta e exploração do Novo Mundo e outros continentes, onde os naturalistas encontraram muitas formas de vida desconhecidas e estranhas, que desafiavam continuamente seus esquemas de classificação. Em segundo, a invenção do microscópio no século 17, cujas lentes revelaram um novo universo de organismos invisíveis a olho nu - os microorganismos.
Descrição e mapeamento de espécies O estudo, descrição e classificação de novas espécies - conhecido como Taxonomia - ocupou muitos naturalistas e biólogos nos séculos 19 e 20. Este trabalho tornou-se uma profissão durante o século 19, mas sempre houve muitos naturalistas amadores que se especializaram em algum grupo de plantas ou animais e participaram do esforço de classificar e descrever novas espécies.
Em 1758, o Systema Naturae de Lineu incluía 5.897 espécies de plantas e animais, os dois reinos em que ele dividia os organismos vivos. Este número cresceu explosivamente e mais rapidamente nos animais vertebrados e nas plantas terrestres. Em 1850 já haviam sido descritas cerca de 4.500 espécies de aves, a metade do que conhecemos atualmente. Estima-se hoje em cerca de 1,7 milhões o total de espécies conhecidas, incluindo microorganismos, mas este número é bastante aproximado porque não há um catálogo geral. Cerca de 13.000 espécies novas são descritas a cada ano.
Ao mesmo tempo em que se estendia o conhecimento e a classificação de espécies, os naturalistas reconheciam que em cada região do mundo havia espécies diferentes, muitas delas existindo em um só continente ou até numa pequena região. Também notaram que muitas espécies ocorriam em certos tipos de ambientes ou locais característicos. A Biogeografia, ciência que se desenvolveu no século 19, buscava descrever a distribuição geográfica das espécies; ao mesmo tempo, buscava caracterizar quais as espécies que existiam em cada tipo de ambiente natural e em cada região geográfica do planeta.
Da reunião destas duas ciências, a Taxonomia e a Biogeografia, surgiu a idéia de diversidade de espécies.
Diversidade de espécies e o conceito de espécie A maneira mais simples de caracterizar a diversidade de espécies é listar, ou contar, as espécies que existem num lugar ou numa região de interesse. A contagem das espécies é uma medida simples de sua diversidade, sendo chamada de riqueza de espécies.
Há várias dificuldades para reconhecer a diversidade de espécies, na prática. Ela depende, em primeiro lugar, do que se entende por espécie. Na época de Lineu, acreditava-se que as espécies não mudavam nunca e, além disto, que cada espécie seguia um tipo fixo. No século 19, Darwin e outros cientistas comprovaram que espécies não eram imutáveis e que, além disto, cada indivíduo podia ser bastante diferente de outros, embora pertencessem à mesma espécie.
O conceito atual de espécie biológica é muito influenciado pelo conhecimento da genética e evolução dos organismos. Segundo este conceito, a capacidade de intercruzamento, ou de combinação genética livre entre indivíduos, em condições naturais, é a característica que melhor separa cada espécie das demais.
Este conceito tem muitas vantagens. Ele reconhece que indivíduos ou populações variam de aparência e podem mesmo ser de raças distintas (basta lembrar das raças de cães), mas pertencerem à mesma espécie, contanto que possam se cruzar livremente, produzindo filhotes normais. Sabemos que existe também variação genética entre indivíduos e entre populações da mesma espécie, mas suas diferenças genéticas não impedem que se reproduzam em conjunto.
O conceito de espécie biológica serve muito bem para a maioria dos animais, e também para grande parte das plantas superiores. Porém, muitas plantas e vários grupos animais têm sistemas de reprodução especiais ou diferentes. Isto, aliás, é a regra entre os microorganismos. Assim, em todos estes casos, especialmente nos microorganismos, o conceito de espécie baseado na capacidade de intercruzamento não funciona bem.
A noção de "espécie" é diferente para os microorganismos e muitas plantas, e hoje em dia é mais baseada em diferenças genéticas, ou de aparência, que consideramos suficientemente grandes para tratá-las como espécies diferentes, do que na sua separação reprodutiva.
Quando contamos espécies, nos vertebrados e em muitos outros animais e plantas, estamos contando o que pensamos ser espécies biológicas. Em outras plantas e nos microorganismos, contamos formas distintas, mas que não são exatamente espécies biológicas. Portanto, a diversidade de espécies tem significado diferente para animais, plantas e microorganismos.
Surge a biodiversidadeA palavra biodiversidade apareceu há não muito tempo. Certamente, tornou-se conhecida a partir de uma reunião realizada nos Estados Unidos, cujos trabalhos foram publicados em 1988, num livro organizado pelo ecólogo Edward O. Wilson, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. O conceito de biodiversidade procura referir e integrar toda a variedade que encontramos em organismos vivos, nos mais diferentes níveis. É difícil expressar este conceito com precisão, e existem várias enunciados diferentes, por exemplo:
"A soma de todos os diferentes tipos de organismos que habitam uma região tal como o planeta inteiro, o continente africano, a Bacia Amazônica, ou nossos quintais" (Andy Dobson).
"A totalidade de gens, espécies e ecossistemas de uma região e do mundo" (Estratégia Global de Biodiversidade)
"A variedade total de vida na Terra. Inclui todos os genes, espécies, e ecossistemas, e os processos ecológicos de que são parte" (ICBP - Conselho Internacional para a Proteção das Aves)
Todas as definições - estas, e muitas outras - enfatizam que a biodiversidade abrange diferentes níveis de organização da vida. Tais níveis formam uma certa hierarquia, embora geralmente só sejam mencionadas algumas partes de toda a seqüência (as que são destacadas abaixo):
genes > que pertencem a organismos > que compõem populações > que pertencem a espécies > cujos conjuntos formam comunidades > que fazem parte dos ecossistemas.
Além disto, várias definições ressaltam que a biodiversidade não é apenas uma coleção de componentes, em vários níveis. Tão importante quanto estes componentes é a maneira como eles estão organizados e como interagem: quer dizer, as interações e processos que fazem os organismos, as populações e os ecossistemas preservarem sua estrutura e funcionarem em conjunto.
A Convenção da Diversidade Biológica, apresentada na reunião das Nações Unidas do Rio de Janeiro sobre o Meio Ambiente (Eco-92), é o principal instrumento do compromisso firmado pela maioria das nações do mundo desde então, para buscar
"...a conservação da diversidade biológica, a utilização sustentável de seus componentes e a repartição justa e eqüitativa dos benefícios derivados da utilização dos recursos genéticos" (CDB, Artigo 1)
Por se tratar de um documento de acordo formal entre nações, é necessário definir cuidadosamente cada um dos termos. Biodiversidade é definida assim:
" Diversidade biológica significa a variabilidade de organismos vivos de todas as origens, compreendendo, dentre outros, os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos de que fazem parte; compreendendo ainda a diversidade dentro de espécies, entre espécies e de ecossistemas." (CDB, Artigo 2)
Como se vê, esta definição chama atenção sobre os diversos níveis e a variedade de ambientes da vida, referindo-se também aos processos ("complexos ecológicos") que os mantêm organizados. Infelizmente, a redação que foi adotada é difícil de entender e até confusa. Esta definição tem valor legal, pois foi incorporada no Decreto 2.519 de 1998, que promulgou em definitivo a plena execução da Convenção no Brasil. Apesar disto, preferimos usar outras, mais simples e mais claras, como as que citamos acima.
Importância e variedade das espécies Apesar da necessidade de abranger a diversidade da vida em todos seus níveis, a diversidade de espécies é certamente o seu componente mais estudado e usado.
Normalmente, para expressar a diversidade de espécies empregamos a riqueza de espécies ou outras medidas de diversidade. Quando contamos simplesmente as espécies, todas elas têm o mesmo valor e peso. Muitos cientistas pensam, porém, que a diversidade não deve apenas contar espécies, mas levar em conta sua variedade ou mesmo seu valor. A seguir, vejamos três diferentes maneiras de fazer isto:
diversidade taxonômica: é uma medida da variedade dos táxons superiores (ou grupos taxonômicos) a que pertencem as espécies da área estudada . Uma espécie de mosca, uma mariposa e um gafanhoto têm maior diversidade taxonômica do que três espécies de gafanhoto. Pode-se, além disto, dar peso às espécies que pertencem a um grupo pequeno, ou que seja considerado especial por outras razões. diversidade filogenética: é parecida com a diversidade taxonômica. Se tivermos conhecimento do parentesco evolutivo entre diferentes espécies da região que estudamos - ou seja, se existe um esboço da árvore evolutiva do táxon superior a que as espécies pertencem - podemos medir a variedade evolutiva de um grupo de espécies. Quanto mais distantes evolutivamente as espécies, maior a diversidade filogenética do conjunto. Pode-se, ainda, atribuir valor maior a espécies que são evolutivamente isoladas, ou seja, "especiais". Por exemplo, o Peripatus acacioi é uma espécie de artrópode que tem alto valor filogenético, por pertencer a um táxon muito pequeno - os Onicóforos - e que, do ponto de vista evolutivo, é bastante especial. Como ele está na lista brasileira das espécies ameaçadas de extinção, sua presença em certas áreas de Minas Gerais é considerada mais importante do que a de outros artrópodes, pertencentes a táxons maiores e mais comuns. diversidade funcional: pesquisadores preocupados com o funcionamento de ecossistemas têm questionado se, deste ponto de vista, todas as espécies têm a mesma importância. Para manter a integridade e o funcionamento dos ecossistemas, é necessário que haja organismos que cubram todos os processos envolvidos neste funcionamento. A diversidade funcional pretende avaliar se, em um dado ecossistema, há espécies cujo conjunto de atividades e interações garante os processos essenciais para a existência continuada do ecossistema. Esta preocupação é importante para o conceito de sustentabilidade, mas ainda é bastante controversa e necessita muita pesquisa adicional.
Diversidade genética A diversidade genética geralmente tem sido estudada dentro de espécies, medindo tanto as diferenças entre indivíduos, quanto as diferenças entre populações naturais, que hoje muitas vezes estão separadas entre si pela perda e fragmentação dos hábitats naturais.
A diversidade genética é cada vez mais avaliada por métodos moleculares, em que se examina diferenças na constituição do DNA, RNA ou de determinadas proteínas entre os organismos ou populações. Este estudo é essencial para a conservação biológica, porque a perda de diversidade genética de uma espécie aumenta muito o risco de que ela venha a se extinguir, sendo perdida para sempre. Perder diversidade genética também significa desperdiçar as possibilidades de novos aproveitamentos de espécies, especialmente aquelas em que foram selecionadas e melhoradas algumas poucas variedades para aproveitamento econômico, sem a preocupação equivalente com as variedades mais antigas ou "selvagens".
Em microorganismos, a diversidade genética vem sendo pesquisada e avaliada diretamente em amostras de ambientes naturais, mesmo não podendo atribuí-la a espécies já conhecidas.
Diversidade de ecossistemasEmbora mencionada na maioria das definições atuais, a diversidade de ecossistemas é a mais difícil de caracterizar. Isto porque ecossistemas são definidos pelo seu modo de funcionamento e seu tamanho pode variar desde uma pequena poça de poucos metros de tamanho, até um tipo de floresta que se estende por muitos quilômetros, sem limites claros. Embora toda região geográfica contenha uma mistura de ecossistemas, é difícil, na prática, medir a sua diversidade.
A diversidade de ecossistemas tem sido entendida, geralmente, como a diversidade de tipos de ambiente, ou hábitats, que existem numa região. Os hábitats aquáticos são frequentemente caracterizados por características físicas (por exemplo, água corrente ou parada; leito ou substrato de pedra, areia ou argila). Nos hábitats terrestres, costuma-se dar maior importância à vegetação e sua fisionomia para caracterizá-los. Assim, é possível avaliar e comparar a estrutura de hábitats e sua diversidade em uma região.
Para comparações mais extensas, que vão além do estudo de uma região feito por um só pesquisador, é necessário ter um esquema unificado de classificação de fisionomias que seja fácil de usar por diferentes pesquisadores e técnicos. Além disto, é da maior importância que este esquema de classificação de hábitats possa ser aplicado na interpretação de imagens de satélite, que se tornaram uma ferramenta essencial para monitorar mudanças ambientais. Várias propostas e tentativas têm sido feitas, tanto no exterior como no Brasil, de produzir uma classificação prática de hábitats, fisionomias e eco-regiões que cumpram estas expectativas. No entanto, este alvo ainda não foi atingido e, por isto, a diversidade de ecossistemas é o componente que representa o maior desafio para avançarmos no conhecimento da biodiversidade.
Thomas Michael Lewinsohn é professor e doutor
em Ecologia no Instituto de Biologia da Unicamp.

Glossário
artrópodes - ramo de animais que inclui os insetos, aranhas, crustáceos, centopéias, e alguns grupos menores.
bioprospecção - a procura sistemática de novos materiais extraídos ou produzidos por seres vivos. Hoje em dia, a bioprospecção visa principalmente a descoberta de substâncias com atividade farmacológica, mas também são importantes para produzir novos alimentos, fibras, combustíveis, lubrificantes e outros.
espécie biológica - o conjunto de populações cujos indivíduos são capazes de se cruzar com sucesso em condições naturais, e que são isoladas reprodutivamente de outras espécies
etnoclassificação - o sistema de classificação de plantas e de animais desenvolvido por um grupo étnico, como parte de sua cultura. As culturas indígenas brasileiras têm classificações muito completas e sofisticadas, nas quais os naturalistas europeus se basearam para classificar as espécies desconhecidas que encontraram no Novo Mundo. Etnoclassificações e outros temas da etnociência são estudados principalmente na Antropologia, em combinação com os diferentes campos das Ciências Naturais.
Lineu - o naturalista sueco Carl von Linné (ou Linnaeus, forma latina de seu sobrenome), 1707-1778. Sua principal obra, o Systema Naturae, foi publicado em 1735. A 10a edição, de 1758, é usada como ponto inicial das classificações modernas. Nela, Lineu formalizou os nomes científicos que hoje usamos, juntando o nome do gênero (por exemplo, Caesalpinia) com o da espécie (por exemplo, echinata) para designar a identidade de um organismo: Caesalpinia echinata (a árvore do pau-brasil).
medidas de diversidade - há várias maneiras de medir a diversidade de espécies, também chamada de diversidade ecológica. A mais simples é a riqueza de espécies: o número de espécies existentes em um lugar ou em uma amostra biológica. Outras medidas avaliam, além do número de espécies, também a uniformidade do número de indivíduos de cada espécie; estas medidas geralmente são chamadas de Índices de Diversidade. Nestes índices, quanto mais parecidos os números de indivíduos das várias espécies encontradas, maior é a diversidade.
microorganismo - nome genérico para todos os organismos invisíveis a olho nu (os maiores podem ser vistos apenas como pontinhos, com luz adequada e por quem tem boa visão). Normalmente, são menores que 0,1 mm. Incluem bactérias, algas cianofíceas, protozoários, muitos fungos e líquens, e vírus. Muitos vírus e bactérias aquáticas são menores que um milésimo de milímetro.
Plínio - Gaius Plinius Secundus, ou Plínio o Velho, 23-79 DC. Militar e historiador romano, sua Historia Naturalis foi a maior compilação do conhecimento de História Natural até o início da ciência moderna.
riqueza de espécies - ver medidas de diversidade.
táxon - (plural: táxons ou taxa) uma unidade de classificação em que enquadramos indivíduos, ou espécies. Táxons têm sempre um nome formal, em latim, e um nível dentro de uma hieraquia de classificação que vai da espécie até o reino. "Táxons superiores" são aqueles acima do nível de espécie (gênero, família, ordem, classe etc.).

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

CARACTERÍSTICAS DOS SERES VIVOS

Seria muito bom poder responder que é a VIDA, mas eis uma palavrinha para qual não se aplica nenhum conceito pré-fabricado. Por isso, para diferenciar entre seres vivos e matéria bruta, costumamos relaciona-los as seguintes características básicas:CÉLULAS - Todos os seres vivos são formados por células, exceto os vírus, quando opta-se por considerá-los seres vivos. CICLO VITAL - Os seres vivos passam por um ciclo vital (nascem, crescem, desenvolvem-se, reproduzem-se, envelhecem e morrem).METABOLISMO - Para a manutenção da vida, os seres vivos realizam processos internos de transformação de matéria orgânica que permitem obter energia para realizar suas atividades e crescimento.REPRODUÇÃO & HEREDITARIEDADE - Os seres vivos são capazes de se reproduzir e transmitir suas características aos descendentes. MATÉRIA ORGÂNICA - Os seres vivos são formados por substâncias inorgânicas simples, como a água, mas também por substâncias complexas orgânicas, como proteínas e lipídeos. Basicamente, classificamos como orgânicas, as substâncias que possuem átomos de Carbono ligado a átomos de Hidrogênio, Oxigênio e Nitrogênio.MOVIMENTO - Os seres vivos, em sua maioria são capazes de movimento próprio, e muitos animais são capazes de um tipo de movimento mais elaborado que é a Locomoção.SENSIBILIDADE, RESPOSTA A ESTÍMULOS - Os seres vivos são dotados de sensibilidade. A matéria bruta não. Coloque uma pedra e sua mão numa bacia cheia de gelo. Quem é que vai sair dormente? A mão ou a pedra?! =)REGENERAÇÃO - Seres vivos são capazes de reconstituir partes que lhes foram perdidas. Como quando sua pele cicatriza após um corte, ou quando uma flor nasce novamente após ter sido arrancada de uma árvore.EVOLUÇÃO - Seres vivos estão sujeitos ao processo evolutivo da seleção natural, adaptação ao meio, especiação. Os seres vivos modificam-se ao longo do tempo, enquanto a matéria bruta permanece constante.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

1° ANO PRIMEIRA AULA DE 2009

A metodologia científica



O árduo trabalho do cientista passa por diversas etapas até sua publicação.
Teoria científica é o conjunto de conhecimentos que procura explicar, com alto grau de exatidão, fenômenos abrangentes da natureza, ou seja, é diferente do significado da palavra "teoria" utilizada no dia-a-dia, no senso comum, quando dizemos que algo “é apenas uma teoria”, no sentido de que é uma mera especulação. Um exemplo de teoria científica é a Teoria da Evolução, que explica como espécies se transformam ao longo do tempo. O método científico engloba a observação de um fato; elaboração de uma “pergunta” acerca desse fato, com base em uma teoria que precisa ser explicada; e formulação de uma hipótese, consistindo em possíveis respostas testáveis para esta pergunta. Muitas vezes o cientista testa sua hipótese por meio de situações experimentais como forma de confirmar ou refutar suas deduções. Quando é refutada, esse deverá modificar a hipótese ou substituí-la por outra. Geralmente, quando são necessárias experimentações, utiliza-se um “grupo-controle”, que será o objeto de comparação. Por exemplo, para verificar se a água de determinado ribeirão está poluída pode-se utilizar métodos de ecotoxicologia que constitui em depositar concentrações crescentes desta água em diferentes aquários contendo dois peixes de mesma espécie e idade (grupo experimental) e, como grupo controle, dois peixes em um aquário contendo água de torneira. Após o tempo necessário, compara-se a situação dos animais das diferentes concentrações com o grupo experimental, permitindo que os resultados e hipóteses sejam validados ou não. A publicação em revistas científicas especializadas seria a última etapa do processo. Esta é uma forma de divulgar o trabalho e permitir que outros cientistas repitam a experiência e confiram os resultados ou se baseiem para outras pesquisas. Hipóteses confirmadas por diversas experiências e experimentos poderão ser consideradas leis e um conjunto de leis e hipóteses poderão formar uma teoria. Todas as duas, apesar da credibilidade no meio científico, podem ser corrigidas e aperfeiçoadas à medida que novas descobertas são lançadas. O fato, muitas vezes confundido também com o que vem a ser teoria, reformula e rejeita esta, na medida em que teorias são passíveis de modificação: ele redefine e esclarece-as, melhorando os conceitos propostos por elas.

Mariana Araguaia Equipe Brasil Escola

Mensagem de Boas Vindas

"Sorrir por nada é ficar triste sem motivos, sentir-se só no meio da multidão, é o ciúme sem
sentido, a necessidade de um sorriso, o desejo de um carinho; é abraçar com certeza e beijar com
vontade, é passear com a felicidade, é ser feliz de verdade…"